quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Onde está o meu amor?


Onde está o meu amor?

Sem ela eu sou pela metade.

Sem ela eu sou só saudade.

O dia fica frio e sem cor.


Onde está o meu amor?

Com ela eu sinto alegria.

Com ela é feliz o meu dia.

A vida tem mais sabor.


Onde está o meu amor?

Sem ela eu sinto um vazio.

Sem ela o dia é mais frio.

O coração chora de dor.


Onde está o meu amor?

Com ela me sinto mais forte.

Com ela eu tenho um norte.

O corpo vai do frio ao calor.


Onde está o meu amor?

Sem ela eu fico sem jeito.

Sem ela dói o meu peito.

Eu sinto medo e pavor.


Onde está o meu amor?

Com ela eu fico em paz.

Com ela sempre quero mais.

Um sentimento bom e durador.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

A garota na janela


Juan era um garoto de 12 anos. Todos os dias, ele descia o morro para ir à escola e subia de volta cansado, quando terminava a aula. Um dia, quando passou em frente a um sobrado amarelo, percebeu uma linda garotinha na janela. 

Nos dias seguintes, percebeu que a garota sempre estava lá na janela e começou a admirar sua beleza. Era tanta admiração que logo se transformou em paixão. Juan começou a sonhar com aquela garota da janela. Todos os dias, Juan saía animado para escola só pra poder revê-la, linda e charmosa, na janela daquele sobrado.


Foi assim durante vários dias. Mas, os dias se passavam e Juan percebia que apenas a olhava, mas ainda não a conhecia. Além disso, a garota na janela parecia que não o olhava. 


  • "Será que ela está me ignorando? Será que ela nem sabe que eu existo?" 


Juan decidiu que era o momento de chamar sua atenção. Um dia, passou na frente do sobrado tocando flauta. A garota estava na janela, mas nem olhou para ele.


No dia seguinte, Juan passou tocando violão e cantarolando uma linda canção amor. Naquele dia, percebeu que o rosto da garota se moveu para ele. Ele ficou muito feliz, pois, finalmente, parecia ter conseguido chamar a atenção da garota. A garota, agora olhando para ele, parecia ser um sorriso ainda mais bonito. Juan pensou: 


  • “Agora que ela sabe que eu existo, vou criar coragem e amanhã eu falarei com ela.” 


Mais um dia chegou. Ao passar, em frente ao sobrado, gritou: “Olá, bela garotinha”. Mas a garota nem virou o rosto na sua direção. 


  • "Tudo bem!" - pensou - "Na volta da escola, irei falar com ela."


Na volta da escola, dessa vez, a garota não estava mais na janela.


Nos dias seguintes, a cena repetiu. Juan passava em frente ao sobrado e a garota não estava lá. Juan então teve certeza: “Ela não gosta mim”.


Juan ficou triste. Dias depois ficou com raiva. 


Na manhã seguinte, Juan foi à escola e não queria mais saber da garota da janela. Mas, para sua surpresa, naquele dia, ela estava na janela novamente. 


Juan não queria mais o amor daquela garota, mas resolveu tirar a dúvida: 


  • "Olá, eu sou Juan. Eu via você nesta janela todos os dias, mas, depois que tentei falar com você, percebi que você sumiu desta janela. Por que isso aconteceu? Você não gostou de mim?"


De novo, a garota nem respondeu. Juan ficou furioso. 


  • "Ah! Que garota chata! Nunca mais quero vê-la!"


Juan foi embora chateado. Quando chegou na esquina, olhou para traz e viu a porta do sobrado se abrir. Uma senhora saiu para a rua e segurava nos braços a garota da janela. Foi então que Juan percebeu que a garota que ele tanto olhava, que ele tanto tentou chamar a atenção e com quem ele tentava falar, era, na verdade, uma boneca. 

domingo, 11 de junho de 2023

Despedida


Dá um aperto no coração.

Fim de domingo é sempre assim.

Ela se despede de mim.

Pega suas coisas e vai embora.

E é, então, nessa hora. 

Que eu fico aqui sozinho.

Meio sem rumo e sem caminho.

Sem saber mais o que fazer .


É apenas um "até breve".

Mas é de "Adeus" o sentimento.

Meu Deus, mas que tormento!

Quando a gente se despede.

Meu coração logo pede.

Para voltar logo a revê-la.

Para nos meus braços logo tê-la.

E acabar com minha saudade.


Tudo isso é pura verdade.

Não enjoo de estar com ela. 

Nem de ficar ao lado dela.

Mas quando a gente fica distante.

Mesmo somente por um instante.

A tristeza me aparece.

Meu coração quase adoece.

E é tomado de tristeza.


Pode até parecer fraqueza.

Mas é apenas a saudade.

Porque quem ama de verdade.

Ama sempre sem medida.

Quem já amou uma vez vida.

Sempre quer estar por perto.

O seu desejo mais concreto.

É o amor sem despedida.  

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Banho de chuva



As nuvens se formam no céu.

Um raio cai como uma flecha.

O tempo logo se fecha.

Anunciando o chuvaréu.


Começa a cair bem devagar.

Depois vai ficando mais forte.

Para mim é sinal de sorte.

Quando tudo começa a molhar.


Um dia chuvoso me encanta.

Quando a chuva cai maneira.

Como um rio descendo a ladeira.

Que até nosso astral se levanta.


Aquele friozinho ao acordar.

Deixa a gente mais feliz.

O meu coração logo diz.

É bom até para namorar.


Quem não gosta de uma chuva assim.

Acho que bom sujeito não é.

Ou parece não saber o que quer.

Ou leva uma vida ruim.


Uma chuvinha a cair de repente.

É uma dádiva da mãe-natureza.

É um fenômeno de tamanha beleza.

Um presente de Deus para a gente.


Um banho de chuva bem molhado.

É uma das maravilhas de vida.

E se você disso duvida.

Experimenta um bem demorado.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Copa do perdão


Pode vir, Copa do Mundo.

Mas venha logo com emoção.

Para unir esta nação.

Tão dividida por uma eleição. 


A camisa pertence a Seleção.

A bandeira, à nossa nação.

Sem a política que nos agride.

Sem o ódio que nos divide.


Vitoriosos e derrotados.

Estejam agora do mesmo lado.

Sem ódio e sem rancor.

Com paixão e com amor.

  

Olhos voltados para a televisão. 

Tira-gosto e copo na mão.

Saem o Molusco e o Capitão.

Entram o Caio, o Júnior e o Galvão.

 

Sente ao lado do seu irmão.

Faça as pazes, peça perdão.

Esqueça a briga que aconteceu.

Perdoe aquele que te ofendeu.


Pode vir, Copa do Mundo!

Venha, mas venha depressa.

Que teu povo hoje tem pressa.

União é o que interessa.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Quem inventou o amor?



Quem inventou o amor?
Renato pediu para explicá-lo, por favor.
Mas ninguém conseguiu responder sua questão.
Ao invés disso, tentaram explicar o que é o amor.

Nando disse que o amor é o calor que aquece alma.
E que também era o sabor para quem bebia a sua água.
Por que o amor poderia estar do seu lado.

Alguns acham que amor está associado a sofrimento.
Djavan, mesmo, perguntou a seu bem querer o que é o sofrer.
Já que ele estava jurado para morrer de amor.

Cazuza não morreu de amor, mas adorava um amor inventado.
Dizia que o amor a gente inventa para se distrair.
No amor, ele sempre foi exagerado, jogado aos seus pés.
Podia até morrer de fome se alguém não o amasse.

Raul tinha uma visão mais alternativa do amor.
Dizia que se o amor ficasse entre dois seria tão pobre e iria se gastar.
E até afirmou que o amor só dura em liberdade.
E que o ciúme é só vaidade.
Ele aprendeu muito e também se decepcionou com o amor.
Uma vez, quando perdeu o medo da chuva, chegou a dizer que.
Ninguém nesse mundo era feliz tendo amado uma vez.

Humberto não teve tantas decepções.
Era apaixonada pelas coisas da vida.
Era um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones.
Tinha amores casuais e não esperava muito das parceiras.
Para ser sincero, não esperava delas mais do que educação.
Beijos sem paixão e crimes sem castigo.

Acho que Lulu concordava com Humberto.
Pois considerava justa toda forma de amor.
Se considerava o último romântico.
E sempre se dizia que tolice era viver a vida assim sem aventura.
Sua mulher podia crer que eles eram feitos um pro outro.
E jurou que só fazia, só queria e só gostava com ela.
Adivinha o que.

Herbert também era romântico.
Dizia para você cuidar bem do seu amor, seja quem for.
Quando se apaixonava por alguém que era só uma menina.
É que ele ia pagando pelos erros que cometeu.
Se ele queria enlouquecer, esse era o romance ideal.

Enquanto isso, Roberto, aquele que sentia tantas emoções, dizia que era grande o seu amor por você.

Certa mesma estava Elis, também chamada de Regina, que dizia que viver é melhor que sonhar e sabia que o amor é uma coisa boa. O problema é você, que ama o passado e que não vê.

sábado, 21 de maio de 2022

Dói! E como dói!


Dói.

E como dói!

Dói a cabeça.

Dói a bochecha.

O pé e a mão.


Tem a dor pelo corpo.

Que nos deixa indisposto.

E sem ter reação.

Tem a dor da maldade.

Que ofende a verdade.

E nos deixa sem chão.


Tem dor de cotovelo.

Do puxão de cabelo.

E a dor da decepção.

Tem a dor da mentira.

Que desperta a ira.

E traz a desunião.


Dói.

E como dói!

Dói a barriga.

Dói a ferida.

Machuca o coração.


Tem a dor que não passa.

Que por vezes ameaça.

Nossa percepção.

Tem a dor da maldade.

Tem a dor da saudade.

Que nos traz desilusão.


Se a dor física maltrata.

A dor na alma é que mata.

E nos traz decepção.

Nos dá um aperto no peito.

Ela nos deixa sem jeito.

E fere nosso coração

domingo, 13 de junho de 2021

Tinha fogueira no meu arraial


Quando eu tinha 10 anos.
Num dia feito hoje ficava empolgado.
Chegava da escola apressado.
Procurando uns pedaços de pau.
Para assim, dessa maneira.
Construir uma mini-fogueira. 
Com gravetos no quintal.

Para acender ela, jogava álcool.
Que eu pegava na cozinha.
Pedia o fósforo da vizinha.
E tocava fogo no jornal.
Vinham os amigos para a brincadeira.
Para passar a noite inteira.
Comendo milho no arraial.

Hoje era dia 13 de junho.
Começando o mês junino.
Para alegria do nordestino.
Era dia de Santo Antônio afinal.
E junho no meu Nordeste.
Nessa terra de cabra-da-peste.
Era praticamente um Natal.

sábado, 31 de outubro de 2020

Jesus do Maranhão


A cor rosa.
Não muda sua masculinidade.
O nome Jesus.
Não interfere na sua religião.

É uma bebida.
Para todas as idades.
O sabor.
É questão de opinião.

Tem aqueles.
Que gostam com vontade.
Tem outros.
Que não curtem muito não.

Homofobia, sim.
Que é um problema de verdade.
Muito respeito.
Aos gays e ao povo do Maranhão.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Pai presente e com respeito


Ser pai é participar.
Pai é cuidar todo dia.
Ser pai não é apenas é gerar.
Pai de fato é quem cria.

Ter um pai não adianta.
Se ele for um pai ausente.
É preciso mesmo dar amor.
E ser de fato um pai presente.
Para o filho o que vale mais.
É carinho que vem dos pais.
E o amor que ele sente.

O pai pode ser um homem.
Pode ser trans, pode ser mulher.
Pai é quem está ao seu lado.
Para tudo o que der e vier.

Dia dos pais com presente da Natura?
Sim, eu também aceito.
Porque, de verdade, "frescura".
É apenas o seu preconceito.
Para um filho o que vale mais.
É o amor que vem dos pais.
E merece o seu respeito.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Caminhão partiu



Há exatamente um ano.
Um caminhão carregado.
Para um novo destino.
Partia lotado.

Um destino sonhado.
Já tão desejado.
Há anos atrás.
Em meio às incertezas.
E todas as surpresas.
Que a vida nos traz.

O caminhão partiu.
Ao seu destino final.
Cruzou a fronteira.
Passou a barreira.
E chegou ao local.

Um local adorável.
Bastante agradável.
De paz divinal.

A paz verdadeira.
Mais do que essencial.
Para juntos lutarmos.
Contra todo o mal.
O mal que enfrentamos.
E tanto desejamos.
Vencer ao final.

O caminhão chegou.
E aqui descarregou.
Não apenas nosso material.

Trouxe lembranças.
De bons tempos passados.
Trouxe esperanças.
De dias melhorados.
A nossa história.
Para a nova cidade.
A nossa vida.
Rumo à felicidade.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Aprecie o Silêncio


Em casa que tem criança.
O barulho é uma verdade.
Quando a gente está longe.
Até os gritos nos trazem saudade.

Quando a gente faz barulho.
Contagia e nem faz mal.
Uma boa música e um bate-papo.
Tornam o dia especial.

Comecei falando de barulho.
Mas é do silêncio que vou tratar.
Essa tal falta de sons.
Que sentimentos faz despertar.

Quando somos ainda jovens.
Do silêncio não gostamos.
Agitação, animação.
É só isso que buscamos.

O barulho pode ser bom.
Mas é ruim quando é demais.
Tem hora que só precisamos.
É de apenas um pouco de paz.

O silêncio também ajuda.
A pacificar os pensamentos.
Calmamente, acalma a mente.
Salva vidas e casamentos.

Ele serve como resposta.
Até para os noivos irem em frente.
"Quem souber que fale agora
Ou se cale para sempre".

Depeche Mode já pedia.
Para o silêncio apreciar.
Palavras são desnecessárias.
Podem apenas prejudicar.

Isolar-se e fazer silêncio.
Pode até parecer difícil.
Praticar em alguns instantes.
Traz bastante benefício.

Silêncio é uma forma.
De ficar em paz consigo.
Meditar, estudar, escutar.
Fazem bem demais, amigo.

domingo, 20 de novembro de 2016

A bela da festa

Ela apareceu na festa.
A mais charmosa daquele dia.
Estava linda, estonteante.
Como há muito eu não via.

O olhar no seu rosto.
A roupa que vestia.
Os passos elegantes.
O sorriso que fazia.

Todos os olhos masculinos.
Tinham uma única direção.
Sua beleza e sensualidade.
Eram o centro da atenção.

Sua presença me fez lembrar.
Que aquela bela um dia me pertenceu.
Depois que a perdi, me restava admirar.
Seu coração já não era mais meu. 

Meus beijos e braços no seu corpo.
Viraram lembranças do passado.
Agora eu só poderia lhe olhar.
Com um coração despedaçado.

A alegria misturou-se à tristeza.
Alegria pouca por de novo revê-la.
Mas também bem mais triste.
Triste por não mais tê-la.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Liberar esse sinal

Uma novidade se aproximou.
Fez novas portas se abrirem.
Um desafio se anunciou.
Fez novas pessoas se unirem.
Parece fácil e nada mal.
Liberar esse sinal.

Começa nossa a jornada.
Entender e compreender.
Atividades planejadas.
Saber tudo o que fazer.
Tudo para no final.
Liberar esse sinal.

Nada simples quanto parecia.
Muitos "quês" escondidos.
A cada vez que um aparecia.
Tempo e sono consumidos.
Não era algo assim banal.
Liberar esse sinal.

Fazer e refazer.
Preparar replanejamentos
Errar e acertar.
Mudar nossos pensamentos.
Era a rotina natural.
Para liberar esse sinal.

O tempo vai passando.
Não podemos desistir.
Cada vez mais se esgotando.
Será que vamos conseguir?
O esforço pode ser brutal.
Vamos liberar esse sinal.

Parecia tudo incerto.
Cansaço, sono e frio.
No final deu tudo certo.
Vencemos o desafio.
Liberamos o sinal!
Liberamos o sinal!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Poema do C

Com colegas do colégio.
Carnaval chegou.
Com colegas do Cesar.
Carnaval começou.

Conhecidos chegaram.
Colegas se conheceram.
Casais confraternizaram.
Crianças compareceram.

Cumpadi "Ceguinho"
Com sua companheira.
Chegou cedinho.
Começando a canseira.

Calor comendo no centro.
Copos cheios de cerveja.
Cantando e conversando.
Contagiante com certeza.

Corri cedo para casa.
Pois casado como sou.
Com o clímax chegando.
Carnaval cedo "cabou".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A grande festa dos Beléns

É uma família muuuuuito grande.
Nem todos se conhecem tão bem.
Mas todos são unidos pelo sangue.
Essa é a Grande Família Belém.

Avós, netos, sobrinhos e tias.
Pais, filhos, primos e irmãos.
Todo mundo unido neste dia.
Para uma grande confraternização. 

Aldeia hoje vai ficar pequena.
Terá gente chegando de montão.
Pois a família tem um lema:
Que é só alegria e animação.

Cada um vai levar um prato.
E também a sua bebida.
Vai ser um almoço farto.
E uma tarde divertida.

Uma reunião sem confusão.  
Só as melhores famílias têm.
Vamos todos saudar então.
A grande festa dos Beléns.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Quem sabe, em 2016

Em 2015, eu fiz minhas promessas.
Algumas cumpri, outras não cumpri.
Quem sabe, em 2016, eu possa.
Cumprir mais do que eu prometi.

Em 2015, eu procurei dar amor e carinho.
À mulher que escolhi para ao meu lado viver.
Quem sabe, em 2016, do mesmo jeitinho.  
Façamos este amor continuar a crescer.

Em 2015, vi meu filho crescer mais.
A cada dia o vi ficar mais "hominho".
Quem sabe, em 2016, eu seja capaz.
De continuar a educar-lhe no bom caminho.

Em 2015, a cura do mal eu esperei.
Mas ainda não venci o inimigo.
Quem sabe, em 2016, eu verei.
Todo esse mal ser banido.

Em 2015, eu procurei trabalhar arduamente.
Com acertos e erros, os desafios foram superados.
Quem sabe, em 2016, eu possa novamente.
Ver meu trabalho dando bons resultados.

Em 2015, eu mantive meu corpo vivo.
Fiz gols e strikes, corridas e bicicleta.
Quem sabe, em 2016, eu continue ativo.
E possa continuar com saúde de atleta.

Em 2015, eu vi muita coisa acontecer.
Tristezas e alegrais, maldade e bondade.
Quem sabe, em 2016, eu possa dizer.
Que o ano só trouxe paz e felicidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Chegou, cresceu e mudou minha vida

Eu levava a vida do meu jeito.
Nunca pensei na sua chegada.
Então chegou esse sujeito.
E minha rotina foi alterada.

De repente ele estava ali.
No início era tão pequeno.
Foi então que eu percebi.
Que tão rápido ia crescendo.

A cada dia que ele crescia.
Menos tempo me sobrava.
Minha vida já o pertencia.
Dele sempre eu me lembrava.

Agora para sair de casa.
Tem toda uma preparação.
Isso tudo é por sua causa.
A vida sofreu essa adaptação.

Para trabalhar ou passear.
Tenho agora que sair mais cedo.
Se só um pouco eu demorar.
De chegar atrasado tenho medo.

Meu roteiro foi todo alterado.
Por culpa desse buraco na via.
Um congestionamento arretado.
Que me estressa todo dia.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A felicidade é um bicho




A felicidade é como um feitiço.
Nos deixa alegres como pinto no lixo.
Nos faz achar belo até um simples rabisco.
Nos faz sorrir até na hora do chuvisco.

Sua irmã, a tristeza, é um terreno alagadiço.
Que nos aprisiona e nos faz submissos.
Nos deixa sem rumo e sem juízo.
Cheio de problema e prejuízo.

Alcançar a felicidade exige capricho.
Exige paciência e muito mais que isso.
Temos que ser fortes com um animal arisco.
Às vezes ser duros como um bloco maciço.

Se entregar a tristeza é se tornar omisso.
Não tem "por que" nem "pra que isso".
É como fraquejar a qualquer pequeno risco.
É como se furar nos espinhos de um ouriço.

A felicidade é um grande e enorme bicho.
Um bicho estranho e às vezes impreciso.
Buscá-la é como um compromisso.
Conseguir alcançá-la é estar vivo.

terça-feira, 3 de março de 2015

A tromba d'água e o povo, ali, filmando

Olha lá a tromba d'água.
Olha lá ela chegando.
Já está se aproximando.
E o povo, ali, filmando.

A criança já está com medo.
O mar todo se agitando.
Os coqueiros balançando.
E o povo, ali, filmando.

Salvem-se quem puder!
Olha o guarda-sol voando.
Olha as cadeiras rolando.
E o povo, ali, filmando.

Ainda bem que já acabou.
Olha o estrago que ficou.
O mundo quase se acabando.
E esse povo, sem noção, filmando.