quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Quem sabe, em 2016

Em 2015, eu fiz minhas promessas.
Algumas cumpri, outras não cumpri.
Quem sabe, em 2016, eu possa.
Cumprir mais do que eu prometi.

Em 2015, eu procurei dar amor e carinho.
À mulher que escolhi para ao meu lado viver.
Quem sabe, em 2016, do mesmo jeitinho.  
Façamos este amor continuar a crescer.

Em 2015, vi meu filho crescer mais.
A cada dia o vi ficar mais "hominho".
Quem sabe, em 2016, eu seja capaz.
De continuar a educar-lhe no bom caminho.

Em 2015, a cura do mal eu esperei.
Mas ainda não venci o inimigo.
Quem sabe, em 2016, eu verei.
Todo esse mal ser banido.

Em 2015, eu procurei trabalhar arduamente.
Com acertos e erros, os desafios foram superados.
Quem sabe, em 2016, eu possa novamente.
Ver meu trabalho dando bons resultados.

Em 2015, eu mantive meu corpo vivo.
Fiz gols e strikes, corridas e bicicleta.
Quem sabe, em 2016, eu continue ativo.
E possa continuar com saúde de atleta.

Em 2015, eu vi muita coisa acontecer.
Tristezas e alegrais, maldade e bondade.
Quem sabe, em 2016, eu possa dizer.
Que o ano só trouxe paz e felicidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Chegou, cresceu e mudou minha vida

Eu levava a vida do meu jeito.
Nunca pensei na sua chegada.
Então chegou esse sujeito.
E minha rotina foi alterada.

De repente ele estava ali.
No início era tão pequeno.
Foi então que eu percebi.
Que tão rápido ia crescendo.

A cada dia que ele crescia.
Menos tempo me sobrava.
Minha vida já o pertencia.
Dele sempre eu me lembrava.

Agora para sair de casa.
Tem toda uma preparação.
Isso tudo é por sua causa.
A vida sofreu essa adaptação.

Para trabalhar ou passear.
Tenho agora que sair mais cedo.
Se só um pouco eu demorar.
De chegar atrasado tenho medo.

Meu roteiro foi todo alterado.
Por culpa desse buraco na via.
Um congestionamento arretado.
Que me estressa todo dia.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A felicidade é um bicho




A felicidade é como um feitiço.
Nos deixa alegres como pinto no lixo.
Nos faz achar belo até um simples rabisco.
Nos faz sorrir até na hora do chuvisco.

Sua irmã, a tristeza, é um terreno alagadiço.
Que nos aprisiona e nos faz submissos.
Nos deixa sem rumo e sem juízo.
Cheio de problema e prejuízo.

Alcançar a felicidade exige capricho.
Exige paciência e muito mais que isso.
Temos que ser fortes com um animal arisco.
Às vezes ser duros como um bloco maciço.

Se entregar a tristeza é se tornar omisso.
Não tem "por que" nem "pra que isso".
É como fraquejar a qualquer pequeno risco.
É como se furar nos espinhos de um ouriço.

A felicidade é um grande e enorme bicho.
Um bicho estranho e às vezes impreciso.
Buscá-la é como um compromisso.
Conseguir alcançá-la é estar vivo.

terça-feira, 3 de março de 2015

A tromba d'água e o povo, ali, filmando

Olha lá a tromba d'água.
Olha lá ela chegando.
Já está se aproximando.
E o povo, ali, filmando.

A criança já está com medo.
O mar todo se agitando.
Os coqueiros balançando.
E o povo, ali, filmando.

Salvem-se quem puder!
Olha o guarda-sol voando.
Olha as cadeiras rolando.
E o povo, ali, filmando.

Ainda bem que já acabou.
Olha o estrago que ficou.
O mundo quase se acabando.
E esse povo, sem noção, filmando.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cinzas de carnaval

O palhaço desiludido.
O folião entristecido.
A la ursa agora chora.

O último clarim ressoou.
O último frevo já tocou.
Boneco gigante foi embora.

O último maracatu batucou.
O último bloco já passou.
Todos tristes nesta hora.

A fantasia foi guardada.
A alegria foi arruinada.
O caboclinho passou mal.

Cadê fantasias de animais?
Mascarados não tem mais.
A quarta ingrata deu o sinal.

A criança não brinca mais.
Chora junto com seus pais.
Acabou-se o carnaval.